O Guarujá – História e Cultura

A cidade de Guarujá situa-se na Ilha de Santo Amaro. E foi em 20 de janeiro de 1502, que aportou Américo Vespúcio. Mas apesar de tão precoce visita, a ilha permaneceu quase abandonada por maia de 300 anos, pois os pântanos, a topografia e os indígenas hostis que viviam no local afastavam os colonizadores.
Em função dessas condições, a Ilha teve pouca atividade econômica nesse período, havendo apenas extração de óleo de baleias, a pesca e alguns engenhos de açúcar.
Foi somente em 1832, que Guarujá chega a condições de vila, através de um decreto Imperial. Em 1892, o engenheiro paulista Elias Fausto Pacheco e o Conselheiro Antonio Prado criaram a Companhia Balneária de Guarujá e fundaram a Vila Balneária de Guarujá.
Para isso foram encomendados nos Estados Unidos, um hotel, uma igreja, um cassino e 46 chalés residenciais desmontáveis de pinho da Geórgia. A Vila, fundada em 3 de setembro de 1893, contava com o serviço de água, esgoto e luz elétrica. Para trazer os turistas à Vila Balneária de Guarujá, foi organizado um sistema misto de transporte ferroviário e marítimo.
Foram adquiridas duas barcas, “Cidade de Santos” e “Cidade de Guarujá”, que partiam do Valongo, junto à estação ferroviária da “São Paulo Railway”, em Santos, visando atender a elite da sociedade paulista que começava a descobrir Guarujá para o turismo.
A partir de então, o crescimento da cidade foi continuo. Em 1947, Guarujá foi elevado á categoria de município, tendo como primeiro prefeito Abílio dos Santos Branco.

O Guarujá – História e Cultura

Para facilitar o acesso dos turistas à Estância Balneária de Guarujá, em 1892 foi iniciada a construção do Tramway do Guarujá. Sendo esta inaugurada em 2 de setembro de 1893. Os turistas que se destinavam ao Guarujá naquela época tomavam um pequeno vapor no porto de Santos, chamado Cidade de São Paulo, que atravessava o estuário até o Itapema.
Lá havia uma estação onde os turistas pegavam a Maria Fumaça, trem a vapor que seguia até a frente do Grande Hotel, na praia das Pitangueiras. O trem do Guarujá incluía também um pequeno ramal entre o Guarujá e o atual bairro de Santa Rosa, em frente ao bairro da Ponta da Praia em Santos, com extensão aproximada de três quilômetros. No final da década de 1910 esse ramal foi desativado, sendo construída uma estrada de rodagem. Em 19 de Janeiro de 1918 é implantado um serviço de balsas entre a Ponta da Praia e Santa Rosa, viabilizando o tráfego direto de automóveis entre Santos e o Guarujá. Quase quarenta anos depois, é desativado o Tramway do Guarujá.
O serviço de transporte sobre acabou em 13 de julho de 1956. A visitação é gratuita e o pavilhão está exposto no cruzamento da Avenida Puglise com a Avenida Leomil no centro da cidade.

PAVILHÃO DO CARRO FÚNEBRE DE SANTOS DUMONT

O carro fúnebre que transportou o corpo de Alberto Santos Dumont (o pai da aviação), falecido em 1932 na cidade de Guarujá, está localizado na Avenida Puglisi em frente ao Pavilhão da Maria Fumaça. Um Chevrolet Ramona, fabricado em 1929, construído quase totalmente em madeira, sendo uma raridade que mantém todas as características originais, inclusive o motor seis cilindros.

No dia do funeral, o carro passou pela Av. Puglisi seguindo até travessia de balsa Santos –Guarujá, em direção à cidade de São Paulo. A visitação é gratuita e o pavilhão está exposto no cruzamento da Av. Puglise com a Av. Leomil.